sábado, 24 de julho de 2010

De longe

por Wagner Hilário

A distância diminui o homem,
empobrece detalhes,
defeitos, qualidades.

À distância, tece-se belos planos,
tem-se um belo plano
de bonecos se movimentando.

A distância não o deixa tocar
nem saber o que é, de perto.
Decerto, não o deixa sentir.

À distância, não se vê nos olhos,
não se vive, só se supõe... Então
se ponha a marchar a distância

antes que todos sumam
no horizonte.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vida Amarela

por Wagner Hilário

Na via havia carros velozes
blindados de pressa.
A negligência rota e suja
atravessava com sua prole
sob a passarela.
Uma borboleta amarela
também cruzava a via.
Desafiava o pó e os escapamentos.
Escapava viva... Por Deus.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

José Saramago

por Wagner Hilário

Há algum tempo penso em postar neste espaço minibiografias de grandes literatos. Cedo ou tarde, eu ia fazer isso, mas, como diz um velho ditado, “a oportunidade faz o ladrão”. Faz também o desonesto, o infiel, o vingador, o vilão, o artilheiro, o enlace entre dois que serão um, o herói, o gênio, o ídolo... Não sou ladrão nem herói, tampouco artilheiro, mas acho que tenho a oportunidade de inaugurar essa categoria de postagens neste blog falando de José Saramago, falecido há poucos dias, três para ser exato. Falar um pouco da vida de um dos maiores escritores de nossa língua é uma honra e, nesse caso específico, uma tristeza. Desejava ver Saramago “na ativa” por muito mais tempo e ler mais textos inéditos de sua autoria, mas o tempo não poupa ninguém. Ainda bem que existem homens como Saramago que, por meio de sua genialidade, encontram maneira de tornarem-se imortais.

José de Souza Saramago nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, povoado da província do Ribantejo, a nordeste de Lisboa, capital portuguesa. Segundo ele mesmo diz, era para se chamar apenas José de Sousa, mas o funcionário do registro civil tomou a liberdade de acrescentar ao seu nome a alcunha pela qual a família de seu pai era conhecida, Saramago, nome de uma planta herbácea cujas folhas faziam parte da dieta dos pobres em períodos de carência no povoado.

A marca registrada da literatura de Saramago é a reflexão, a reflexão profunda sobre a condição humana e os valores que precisamos cultivar se quisermos construir uma sociedade melhor; se não quisermos nos autodestruir. Saramago cultivou a reflexão e nos entregou suas nutritivas folhas num momento em que o mundo se encontra inteiramente carente delas.

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.” Esta foi a última postagem de Saramago em seu blog, reproduzindo trecho extraído de uma entrevista concedida por ele mesmo à revista portuguesa Expresso.

Seu depoimento sobre a importância da reflexão é apenas uma gota no oceano de sua produção literária. São 20 obras, entre peças teatrais, livros de crônicas, de relatos de viagens, de poesia, de contos e de caráter infantil. Isso, obviamente, exclui seus dezesseis romances, entre os quais se destacam O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que lhe valeu o Nobel de Literatura em 1998, o primeiro para um escritor de língua portuguesa, e Ensaio Sobre a Cegueira, que virou filme em 2008 e ganhou as telas de boa parte dos cinemas do mundo. Antes de se dedicar exclusivamente à literatura, Saramago trabalhou como serralheiro, desenhista, funcionário público e jornalista.

Embora tenha nascido no campo e no seio de uma família de camponeses, mudou-se com os pais para Lisboa, quando tinha apenas dois anos de idade, em 1924. Teve seu primeiro emprego aos 18 anos... Depois de concluir os estudos de serralheria mecânica na Escola Industrial de Afonso Domingues, começou a trabalhar nas oficinas dos Hospitais Civis de Lisboa. À noite, frequentava a biblioteca municipal do Palácio de Galveias. Lia sem nenhuma orientação, “com o mesmo assombro criador do navegante, que vai inventando cada lugar que descobre”.

Em 1944, com 22 anos, Saramago se casou com a pintora Ilda Reis, com a qual teria uma filha, Violante, três anos depois. Foi também em 1947 que ele publicou seu primeiro romance, Terra do Pecado. A essa altura, Saramago era apenas um embrião no universo literário e cultural português. Ele só começaria a adquirir notoriedade em 1955, quando passa a trabalhar para editoras, fazendo traduções de autores como Tolstoi.

Conciliando inúmeras atividades, não mais apenas só no campo editorial, mas também no jornalístico, Saramago segue publicando obras de diversas naturezas, escrevendo peças e conquistando paulatinamente seus conterrâneos. Em 1980, ele publica Levantado do Chão, ganha o Prêmio Cidade de Lisboa e inaugura estilo que passaria a ser chamado de saramaguiano — entre outras coisas, um conteúdo recheado de viés político e ideológico (comunista convicto e crítico contumaz da Igreja Católica), uma forma incomum, até mesmo subversiva à gramática em alguns momentos, presença de elementos da oralidade, longos parágrafos e uma impressionante fluidez.

Saramago ganha notoriedade internacional em 1983 com o romance Memorial do Convento. Consolida seu nome na literatura mundial contemporânea já no ano seguinte, com o romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, que receberia inúmeras premiações em outros países. Em 1988, casa-se com a jornalista Pilar del Río — havia divorciado-se de Ilda Reis em 1970 e mantido um relacionamento com a escritora Isabel de Nóbrega por dezesseis anos. Em 1991, crava seu nome, definitivamente, na seleta lista dos escritores que conseguiram ir muito além de seu tempo com a obra, O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Saramago seguiu produzindo em alta rotatividade, mesmo depois da consagração, cujo símbolo maior foi a conquista do Nobel, em 1998. Pouco antes de sua morte, encontrou força e inspiração para publicar dois elogiadíssimos trabalhos: o conto A Viagem do Elefante, obra recheada de críticas, mas também de um bom-humor contagiante; e Caim, romance igualmente ácido e divertido, publicado no segundo semestre de 2009.

No ritmo que vinha, seus admiradores esperavam mais uma obra para 2010. No dia 18 de junho ele a terminou, depois de mais de 87 anos dedicando-se a ela.

Fontes de informação do texto: http://www.josesaramago.org/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Reconciliação (prosa-poema)

por Diego Carvalho

Quem falou fui eu porque você calou. Quando a sua voz morreu o silêncio berrou mais alto que trovão. Aí você se encolheu na palma da minha mão. Enquanto a chuva nos banhava e encharcava prateada os meus pulmões, eu segurava as lágrimas pra não desperdiçar sabendo que quando você fosse embora eu ia querer chorar. Meu peito disse adeus mas tuas coxas hesitaram e abraçando o meu corpo nenhuma delas se cansaram até você resolver ficar. Então meu peito se calou ao ver o seu quadril dançar, e mesmo sem ir embora você me fez chorar.

Diego Carvalho escreveu o livro, Quebra-Cabeças em Peças de Vida, estuda sistemas de informação, trabalha na área de programação e suporte de banco de dados, "adora projetos de animação" e dá aulas de jiu-jitsu e muay thai.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Miragem

por Wagner Hilário

Pra ele, todas as noites tinham lua. Até quando havia nuvens, a lua fazia questão de se mostrar; ela pedia licença, e as nuvens, cinzas e sisudas, se desmanchavam e se abriam num riso frouxo, pra que o facho de luz pudesse avivar a noite.

No céu de seus olhares notívagos, a lua jamais minguava; estava sempre cheia, cheia de suas fantasias, que aos ouvidos alheios soavam besteiras. Mas lhe faziam tão bem!

Antônio não era um cara sensual; sua beleza dava pena. Inteligente, até que era, mas era raso. Estava longe de ser o filho preferido de seu pai. Ainda assim ele tinha grandes pretensões, embora ninguém notasse. Não que não dissesse, não o levavam a sério.

Incapaz de ver a noite no esplendor de sua escuridão despida de lua e incapaz ver suas limitações refletirem-se nos olhos dos outros, Antônio mirava miragens e miragens são desejos, quase necessidades, falseando a realidade.

Nunca teve uma paixão não correspondida, apesar de as mulheres que amava não saberem que o amavam. Elas sempre resistiam aos seus sentimentos, ele dizia, e por isso, só por isso, ele acabava sozinho. Só por isso, ele nunca esteve com alguém.

As pessoas o achavam engraçado, até o dia em que decidiu chegar à lua. A felicidade deve ser colocada onde possamos alcançá-la. Tomado por uma alegria alucinada, subiu ao terraço do edifício em que morava e descobriu que não podia. Só lhe restava beijar o chão.

O dia seguinte amanheceu ensolarado, radiante, mas muitos preferiam não ter acordado tão cedo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Moral da história

por Wagner Hilário

Chego em casa farto de trabalho, sem paciência pra nada, querendo desaparecer por algumas horas, que no plano da reflexão devem durar anos-luz. Mas meu menino não deixa. Quer o pai que pouco vê ao longo da semana e que, muitas vezes, tem de dividir com mais trabalho aos fins de semana.

Meu pequeno Hércules quer lutar. Sobe nas minhas costas, quer que eu o leve de cavalinho. Isso é bom e ruim. Bom porque os homens também demonstram afeto pela brutalidade — poucas mulheres são capazes de compreender. Ruim porque tô cansado, a fim de descansar no sofá, assistir à tevê. Nada mais medíocre e comezinho. Quero que ele fique comigo, sentado, quietinho, falando só de vez em quando. O fato é que quero demais e quem quer de menos é mais feliz.

— Sai de cima, filho. Papai tá cansado. Depois, depois. Fica quietinho. Para de pular do sofá. O vizinho vai xingar, Gabriel. Isso aqui é apartamento... — Em vão. Aí recorro à ameaça de castigo e finalmente sou escutado. Então é a vez dele ficar mal-humorado, esbravejar com o pai, dar a entender que sou chato.

O desejo dele é pra lá de divertido, pra lá de rico. Eu me esforço tanto pra tantas coisas. O que me custa ter forças pra aproveitá-lo? O tempo passa, e quando a gente se dá conta disso, ajunta as tais forças e se supera. Por ele e pela gente; pela saudade que um dia vai sentir desse tempo que passa e jamais volta.

Então, eu brinco, pelo menos um pouco. Brincar na medida da vontade dele é tarefa sobre-humana. As crianças precisam de limite e o limite não é o deles, mas o dos outros, o do mundo. Nesse caso, o meu... É tarde da noite e ele precisa dormir.

— Conta uma história. Uma, não... Três, quatro...

— Tá, eu conto. Vai escovar os dentes antes.

Ele tá pra lá de feliz ultimamente: a mãe comprou um antisséptico bucal infantil. Tivemos algumas discussões porque ele achava que podia usar o nosso, desde que misturado com água. Dizíamos que nem assim. Ele ficava bravo. A hora de escovar os dentes era chata. Agora, tudo mudou.

— Terminou? Deixa eu ver. Vamos pra cama. Para quieto. Para de pular... Cê parece sua mãe, se descobre inteiro. Se continuar pulando, não vou contar história nenhuma. — Tô sem a menor disposição pra contar história, mas ele quer ouvir e me obedece; sossega, com um riso arteiro no rosto. Aí, manda a travessura:

— Conta sem ler.

Faço uma cara de descontentamento e digo que vou contar uma história lida, tem um monte de livro em casa. Além de contar vou ter de inventar! Tô sem cabeça pra isso.

— Ah, tá vendo, você não gosta de me contar histórias.

Não é verdade. Sempre amei contar histórias, ainda mais pra ele. Mas a conjuntura, o contexto não me favorece. Ter de criar algo novo, inédito, como ele deseja, às onze da noite, é difícil. Não vou contar a ele como foi meu dia de trabalho. Acho que não é isso o que ele quer ouvir.

Bom, sem desculpas. Se ele disse que eu não gosto de contar é porque passo essa impressão. Preciso desfazê-la.

— Vou lhe contar duas histórias em uma...

Era uma vez um papai que sempre chegava exausto do trabalho, que não tinha disposição pra brincar nem contar histórias a seu menino, apesar de tantos pedidos. Um belo dia, vendo o garoto brincar sozinho, sem nem mais procurá-lo pra repartir as suas brincadeiras, sentiu-se só, desimportante.

O pai o amava muito, sempre que o encontrava o enchia de beijos. Queria tê-lo perto, queria abraçá-lo e dormir junto com ele no sofá, vendo jogo de futebol. Mas não queria estripulias nem piruetas, queria evitar mais fadiga. O menino ‘tava noutra; ‘tava animado, não queria descanso, tinha muita energia pra gastar, apesar de já ser tarde da noite.

Se sentindo culpado, sentindo como se ‘tivesse perdendo um pouco da própria vida ao não usufruir da infância do filho, ele resolveu fazer o que tinha certeza que ia agradar seu menino. Disse a ele que iria lhe contar uma história de ninar...

Era uma vez um menino que ficava muito bravo porque o pai não tinha disposição pra brincar com ele nem pra lhe contar histórias à noite, quando chegava do trabalho. Porém, ele sabia que era amado, porque o pai lhe perguntava sempre como fora o dia, o que fizera na escola, dava-lhe broncas e também o enchia de carinho. Ainda assim, ele ficava chateado com o pai, que não brincava.

Um dia, o pai não chegou do trabalho e ele ficou aflito, ansioso, sem saber o que ‘tava acontecendo. Não conseguia brincar direito. Ficou ainda mais preocupado quando viu a mãe aos choros desligar o telefone. Correu pra perguntar a ela o que tinha acontecido.

Antes que eu pudesse dizer o que disse a mãe do menino a ele, na história, Gabriel, ansioso, se antecipou.

— O que aconteceu com o pai dele?

— É... O pai dele... — Ainda não tinha pensado. ‘Tava bolando algo e não queria matar o pai dele. — O pai dele havia sofrido um acidente, caído da escada, porque não tinha segurado no corrimão, e ‘tava hospitalizado. Mas depois de uma semana, ele voltou pra casa, e disse pro filho que logo estaria bom, pra eles brincarem.

— Uma semana? Nossa! É bem mais que um dia.

— São sete dias.

— Sete dias. Nossa!

Gabriel silenciou por alguns segundos. Pensei: “deve tá pensando na moral da história”.

— Como é que ele caiu? Onde foi que machucou? ‘Tava no trabalho? Alguém ‘tava junto?

— Ah, filho, isso é o que menos importa.

Eu queria que ele entendesse a moral ou “as morais” da história, que são: o papai precisa se esforçar pelo filhinho — não só pelo filhinho, mas por ele próprio, porque no fim das contas aquela troca toda valia muito mais a pena que ficar sentado no sofá vendo tevê — e o filhinho precisa compreender o papai, que o ama mais que tudo. Gabriel não parecia disposto a pensar nisso. Ele queria saber detalhes do acidente.

— O que ele machucou? A cabeça? Machucou muito?...

— Filho! Para de perguntar um pouco e me responde. O papai quer saber se você entendeu o mais importante da história e o mais importante não é como o papai do menino caiu, como machucou nem onde... Ele machucou um pouco a cabeça, mas não foi nada demais. Agora me fala o que é o mais importante dessa história?

— O mais importante é que o papai voltou pra casa.

Eu ri de felicidade. Não era a resposta que eu esperava, mas não havia melhor resposta pra ouvir. Disse a ele que era o melhor filho do mundo e lhe dei um beijo. Ele também ‘tava contente. Nem se lembrou das outras duas histórias que lhe devia. Disse a ele que era hora de dormir. Ele concordou na boa, me disse boa-noite, pediu minha mão pra segurar e logo adormeceu, segurando-a. Eu o cobri e fui pro meu quarto, agradecendo a Deus por ter me dado aquele momento, por ter me dado esta história.

domingo, 16 de maio de 2010

É roça, viu!

por Diego Carvalho

Um conjunto de telhas brilha no fim do dia sobre a casa pequenina que a chuva alcança. Segura a barra e não desaba sobre o chão que ali descansa. A noite avança sobre o dia enquanto a água faz caminho numa trilha alaranjada descendo lesta pra cair de encontro a grama. A lua parece trazer uma harmonia e as nuvens se vão. Canta grilo e cigarra perto das paredes rachadas da casa que brilham no resto das gotas prateadas que ainda escorrem numa só direção. No meio do nada uma escuridão. Uma lâmpada brilha de repente na varanda e sozinha, de jeito que até entristece, ilumina o que pode. Faz-se notável então uma rede pendurada e encharcada que de dia não chamava a atenção. O poço acometido ao fundo da terra num topo de tijolo e o balde de madeira na ponta da corda que o vento sacode. Dá pra ouvir até respiração. E em destaque, a água fervendo de dentro da casa convida os sentidos que aguardam ansiosos tentando adivinhar se vai ser café ou uma boa xícara de chá. O cavalo dorme em pé que nem sonâmbulo e a bicharada tá atiçada pra caçar. É questão de tempo e de sorte, que se faz presente a morte, mais chamada de azar, pra seu Matuto, a pé, ter que andar.

O dia chega no horário batendo cartão às cinco da manhã. Ofusca toda e qualquer lâmpada de varanda que se aventurou a brilhar. “Esse aí é trabalhador!” Alguém reverencia o sol de todo amanhã que nunca faltou e nem pode faltar. E seguindo o exemplo do sol como de costume seu Matuto já tá com a sola grossa no chão, fumo e palha no bolso, de calo na mão, preparado para o trabalho.

Cumpade passa e de longe avisa num grito:

— Vixe, Austêncio! Os bicho cumêro o Tornado!

Tem coisa que você sabe que vai acontecer, mas também não sabe como prevenir, e quando chega a hora de fato não vai saber como remediar.

Matuto Austêncio num susto tropeça, ainda agachado no chão do quarto calçando a butina perde o equilíbrio e leva as mãos à cabeça. Ainda atordoado ouve a voz do cumpade se aproximando:

— Austêncio? Ce tá aí? Austêncio.....?

Ele se levanta depressa, sai do quarto, atravessa a cozinha chegando na porta da casa, dois giros na chave que destrava a fechadura e dá de cara com cumpade Zelito.

— Os bicho cumêro o Tornado!

Diego Carvalho é um dos responsáveis por eu escrever. É responsável também por construções como: "O medo da solidão é engraçado. Ele nunca atormenta quando estamos sozinhos e nunca nos deixa sozinhos quando temos alguém". Diego escreveu um livro, Quebra-Cabeças em Peças de Vida, estuda sistemas de informação, trabalha na área de programação e suporte de banco de dados, "adora projetos de animação" e dá aulas de jiu-jitsu e muay thai.